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Ex-conselheiro do Carf nega ter beneficiado empresas em julgamentos de recursos


O ex-conselheiro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) Guilherme Pollastri Gomes da Silva, suspeito de ter sido cooptado por um grupo interessado em manipular julgamentos do órgão, negou, em depoimento à CPI do Carf, ter beneficiado qualquer empresa devedora.


“Eu atuei em 3 mil julgamentos, que envolviam quantias bilionárias. Se eu estivesse interessado em ganhar dinheiro ali, teria ficado milionário”, disse.


Pollastri disse ter sido enganado pela ex-conselheira do Carf Meigan Sack Rodrigues, o que teria feito com que seu nome fosse envolvido em suspeita de corrupção.


Meigan e o pai dela, o ex-presidente do Carf Edison Pereira Rodrigues, foram denunciados pelo Ministério Público por suspeita de tentar interferir em julgamento da empresa Laser Tech Comércio e Importação de Eletrônicos. De acordo com a denúncia, eles teriam usado os serviços do advogado Tharyk Jaccoud Paixão para cooptar Pollastri por meio de suborno de R$ 30 mil e R$ 50 mil.


Interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal mostram diálogos entre eles em que as quantias são mencionadas como pagamento em troca de um pedido de vista do processo, a ser feito por Pollastri.


“Fui surpreendido por um pedido de vista que não ocorreu e no qual fui enganado. Eu fui enganado por uma pessoa que eu nunca pensei que fosse me enganar. Nunca tirei processo de pauta para ganhar dinheiro”, disse.


Ele explicou aos deputados que conversava com Meigan a respeito de processos em tramitação no Superior Tribunal de Justiça (STJ). “Nunca recebi pedido nenhum de vista de processo no Carf. Eu conversava com ela sobre processos judiciais, mas ela dizia, na outra ponta, que estava falando comigo sobre processos no Carf, o que nunca aconteceu”, alegou.


Assim como Meigan, Pollastri foi indicado conselheiro do Carf pela Confederação Nacional do Comércio (CNC).


O ex-conselheiro disse ainda aos deputados que não ganhava nada no Carf e que integrou as turmas recursais para aprender. Segundo ele, a CNC pagava apenas diária suficiente para cobrir suas despesas em Brasília nos dias de julgamento.


“É o primeiro advogado que eu vejo que não cobra nada”, falou o presidente da CPI, deputado Pedro Fernandes (PTB-BA).


Tharyk Jaccoud Paixão, o advogado que teria intermediado a suposta tentativa de suborno, disse que a menção a valores captada nas interceptações telefônicas dizem respeito a honorários e não a propina.


Ele se recusou, porém, a entrar em detalhes sobre as acusações que pesam sobre ele. Antes de Paixão e Pollastri, Meigan e Edison também foram ouvidos pela CPI do Carf e se recusaram a responder perguntas sobre as suspeitas de envolvimento em corrupção.


A reunião foi encerrada.



Fonte: Agência Câmara de Notícias

 

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